Teste de detecção del nível de stresse

O stresse é a resposta fisiológica normal a estímulos que ameaçam ou desafiam o nosso organismo. Todos estes processos são autorregulados, de forma muito precisa por eixos hormonais.

Embora um certo grau de stresse seja positivo para manter o estado de alerta perante estas situações, não é saudável que esses estimulos se manteham por muito tempo, uma vez que a activação constante e continua dessa situação, produz uma desrregulação hormonal que leva ao aparecimento de uma importante variedade de sinais (diminuição à sensibilidade à insulina, aumento da gluconeogénese, aumento da reabsorção óssea e osteoporose, acumulação de gordura na cintura, retenção de água e sódio, diminuição generalizada da resposta imune, aumento da taxa de infecções, diminuição da vitalidade,…) que podem derivar num estado patológico generalizado.
Entre os indutores de uma estimulação adrenal contínua (stressores) encontram-se processos tais como dano tissular, processos inflamatorios, traumas físicos, traumas emocionais, distintos tipos de intolerancias alimentares, fadiga crónica, fibromialgia, insónias, osteoporose, hipotiroidismo, síndrome premestrual, função imunológica deprimida, obesidade,….

A manifestação fisiológica da estimulação adrenal, é o aumento da concentração da hormona cortisol, cujos efeitos são compensados pela hormona dehidroepiandrosterona (DHEA-S). É o equilibrio entre ambas, que garante um bom funcionamento do sistema.

Quando o estímulo stressante se mantem, os níveis de DHEA-S  acabam por baixar, os efeitos do hipercorticismo, deixam de poder ser compensados.

O estado adrenal, determina-se realizando medições das concentrações de cortisol e da forma sulfatada da DHEA em amostras de saliva, colhidas em diferentes momentos do dia.

Dado que o cortisol tem um biorritmo circadiano (valores máximos pela manhã ao levantar, diminuíndo drásticamente ao medio dia, seguido de uma diminuição lenta até chegar aos valores mínimos à media-noite), as medições, efectuam-se às 8:00, às 12:00, às 16:00 e às 24:00. Os níveis de DHEA-S são mais estáveis ao longo do dia e apneas de medem, às 12:00 e às 16:00 h.

Os resultados, representam-se em dios gráficos, da seguinte forma:

Gráfico 1: Biorritmo de cortisol

Neste gráfico, pode observar-se se o biorritmo de cortisol de um paciente segue um padrão circadiano, zona de cor azul, ou se tem um padrão anormal em cujo o caso, encontraríamos alguns ou todos os pontos, fora desta zona.
Grafica DHEA

Gráfico 2: DHEA-S vs cortisol

Este gráfico representa a situação de equilíbrio entre ambas as hormonas. Representam-se os valores médios de DHEA das 12:00 e 16:00 h relativamente aos do cortisol para as mesmas horas. As várias concentrações encontradas para o cortisol e DHEA-S, podem ser representadas em várias zonas que indicarão distintas situações do estado adrenal, que irão reflectir, em menor ou maior grau, a resposta adaptativa ao stresse.

Zona normal:  zona em que ambas as hormonas estão dentro dos seus valores de referencia.

Zona A1: etapa aguda em que, perante um estímulo stressante, aumenta o cortisol como resposta e também a DHEA-S, para compensar os efeitos deste.

Zonas A2 – A5: etapas nas quais há uma tentativa de adaptação à situação stressante, mas esta não é conseguida. Definitivamente, há uma mal adaptação à situação.Embora se tentem manter os níveis de DHEA-S  para compensar os do cortisol, a tendência de ambos é a sua diminuição, indicadora de fadiga adrenal.

Zona C: se a situação stressante não é resolvida, atinge-se esta zona de esgotamento adrenal..

Zona B: esta situação é geralmente determinada genéticamente, pelo que estes pacientes são mais sensíveis a situações stressantes.